21
out
09

Que você me adora…

Novamente, e repetindo o início do texto do último post.  Não tinha a intenção de voltar a escrever aqui, mas enfim… sempre acabo voltando por um motivo ou outro.

Eu gosto de escrever neste blog pelo simples fato de não ter compromisso nenhum com o que aqui digito. Não me importa se o assunto é factual ou não, se contem erros de português e etc.

Enfim… ao que interessa:

A nossa vida gira e passamos por fases, boas e ruins. Digamos assim, que a minha fase atual não é das melhores, afinal, não é todo dia que uma possível enfermidade complicada e grave bate à sua porta. Daí vem o desespero, e a sensação de que tudo está acontecendo de uma forma tão errada que chega a ser um absurdo! É monografia que não anda, é desemprego, é cachorro doente e até comanda de consumação perdida no bar.

Aí você pensa… “oh céus! e agora? qual é a próxima? manda aí vai?!”.

Se não fosse trágico seria cômico. Nessas horas costumo ouvir muita música. Acho que com a maioria funciona assim né? porque você sempre acaba se agarrando a alguma letra que defina de certa forma seu estado de espírito. Então por isso, eu vou falar da Pitty.

Ok, eu sei que muita gente vai me apedrejar por eu gostar dela, mas gosto. Simples assim. E vendo esses dias uma entrevista dela com a Fernanda Young, passei a olhar  ”Me adora” de outra forma.

Sempre ouvi essa música e pensei realmente que ela havia escrito pra alguem, afinal, “não sei mais o que eu tenho que fazer pra você admitir, que você me adora, que me acha foda…” é literalmente uma frase que você pode muito bem usar pra alguem certo?

Mas quando Fernanda Young perguntou pra Pitty se realmente era isso, fiquei de certa forma surpresa. Não… não era pra ninguem em especial, mas sim pra ela mesma, aquela coisa de se olhar no espelho pra sua própria auto-estima e dizer “Que você me adora, que me acha foda”.

Certo… Pitty não é nenhuma poetisa, letrista fenomenal e o escambau. Mas gosto da simplicidade dela. E pra mim, isso fez muito sentido.

Além disso, gosto de como ela se porta no palco. Algo que eu nunca tive na época das minhas bandas. Gosto da atitude, gosto do que ela diz. E se você é contrário a mim, peço que veja uma ou outra entrevista dela antes de mais nada. Aí tá tudo certo. Cada um acha o que bem entender.

Enquanto isso… a vida anda. Tem que andar né? rs

“Será que eu já posso enlouquecer ou devo apenas sorrir?”

30
jul
09

Ensaio Sobre a Cegueira ou O Dia Depois de Amanhã?

ffffffffffffff… ffffffffffffffff

*tirando a poeira*

Não tinha muita intenção de voltar a postar por aqui. Mas por preguiça de fazer um blog novo e a vontade de escrever devido ao acontecimento de hoje, ficou aquela: “num tem tu, vai tu mesmo”.

Eu tenho um pouco de receio de escrever sobre a Profecia Maia aqui. Deixa eu explicar: sou super adepta de tais manuscritos. Alguns acham loucura, viagem e coisas do tipo. Não que eu ligue pra isso, mas pra que vou ficar escrevendo coisas se a maioria não vai acreditar? Acredita quem quiser, eu sei. Mas ai… não to afim de perder tempo explicando pra quem no final vai dizer : “ah… isso tudo é bobagem!”. Então, deixo por isso mesmo.

Mas, em vista dos acontecimentos de hoje, se tornou meio impossível pelo menos não cita-las.

Bom, tá todo mundo nessa coisa de gripe suína né? Eu afirmo: nunca imaginei que fosse chegar tão perto. Até porque você não sabe bem em quem acreditar né? Na imprensa? Não dá. Eu já li diversos artigos explicando essa relação da gripe com a pandemia do mal jornalismo, (como disse o Noblat num post épico). Dizem pra não nos preocuparmos, em outra hora, que o numero de infectados é BEM maior do que divulgam e por aí vai.

Bem, estava eu lá, twittando no trabalho com meu café das 4h da tarde, quando um colega que estava na PUC disse que uma funcionária morreu com suspeita de gripe suína. Tudo o que povoava minha mente naquele momento sumiu. “Má como assim???”… Enfim… quis ver o que tava rolando de perto, e fui pra lá.

A principio nada de muito especial. Nada de máscaras, luvas e etc. Na verdade, o único indício de proteção ao que tive contato, foi avistar uma menina que, após lavar as mãos no banheiro, sacou seu vidrinho de alcool em gel para desinfeta-las. Isto, até então.

Ao subir para o andar de comunicação, um clima tenso perambulava no ar. Cartazes com “cuidados” sobre a contaminação povoavam os corredores perto das portas das salas. Boatos, conversas, rodinhas. Logo, professores nos reuniram na sala e confirmaram o ocorrido. De fato, haviam duas mortes sob investigação da doença e as aulas estavam suspensas.

Na hora me senti na obra de Saramago. Pessoas evacuando os prédios, tumulto na saída do estacionamento, trânsito caótico e buzinaços. What a hell? Colegas se aproximaram e sacaram seus cigarros a fim de me acompanhar na fumaceira.

- “Velho, olha isso?”

- “Pois é, nunca imaginei viver numa situação dessas!”

- “vocês não tão se sentindo num filme?”

- “Ensaio sobre a cegueira???”

- “Simmm!!!”

- “loucura isso… nunca imaginei que essa gripe ia realmente chegar por aqui”

Pensativos, eu e meus dois colegas analisamos o trânsito, do corredor das salas onde já não havia praticamente ninguem. Era clara a preocupação.

- ” A gente tá vivendo 2 filmes!”

- “tá, do Ensaio sobre a Cegueira a gente já sabe, mas qual o outro?”

- “O dia depois de amanhã. Você já parou pra pensar que nunca em um inverno choveu tanto? fazem 8 dias que chove direto!

- É… é o fins dos tempos mesmo!

- “até a taxa de suicídios aumentou…”

- “eh…”

Ainda pensativos, descemos as escadas, nos despedimos e desejamos boas “ferias forçadas”.

Impossível foi tentar não deixar meu cérebro pensar na Profecia Maia depois disso tudo. A análise comparativa dos Maias com nossos dias atuais é perfeitamente idêntica.

Chuvas torrenciais no inverno, catástrofes climáticas, virus fabricados em laboratórios, transgênicos, água com excesso de fluor, guerras civis, extinção de espécies… e por aí vai.

Acredite como quiser. Mas até 2012 muito ainda pode acontecer.

24
jun
09

Dias preguicentos (tecnologicos)

É incrível a preguiça que me acomente durante a noite. Na verdade não só durante a noite, confesso… rs…

É que o meu dilema é o seguinte: tenho uma pilha de trabalhos pra fazer até sexta -feira. Fim de semestre, aquele stress que já comentei aqui. Mas absolutamente não consigo fazer nada em casa.

Parece que orkut hipnotiza. Vai dizer? você fica fazendo o que no orkut? Mas duvido que feche a janela da página pra alguma coisa né? hahaha… sabia

 

Um colega  disse esses dias que Winamp, Orkut e MSN são as duas piores coisas do universo. A rotina é a seguinte: Você liga o PC, espera carregar, entra na internet, digita a senha do MSN e do Orkut simultaneamente, procura sua pastas de músicas e coloca o Winamp pra tocar. Em 5 minutos você vê os seus scraps, responde, vê as atualizações dos seus amigos, comenta em alguma foto e pronto. Enquanto isso, o seu Messenger está ausente, só por estar mesmo. As vezes nem fala com ninguem até que venham falar com você.

Tá, mas e aí? Vai ficar fazendo mais o que na frente do computador? Ah, youtube né? Verdade… sempre tem alguma coisa engraçada pra ver lá. E depois? Depois você fica rolando a barra do orkut pra cima e bra baixo, pensando na vida, na prova de amanhã e que tá sem coragem de estudar, porque ah… tá com preguiça.

Hahaha… entrou exatamente no ponto em que eu me encontro. Você não é assim? não é um escravo tecnológico? Tenho realmente que te cumprimentar pelo tal feito.

Eu gosto de falar sobre a tecnologia exatamente pelo modo como ela muda rotinas alheias. É a mesma coisa da música digital. Quando eu tinha 12 anos, era a maior alegria do mundo quando minha música preferida tocava no rádio, porque daí dava pra apertar o REC e grava-la para ouvir quando eu quisesse. Daí você fazia cópias para quase todos os seus amigos, também em fitinha K-7.

E hoje? ai que coisa mais sem graça… ficou afim de ouvir um som? vai lá e baixa!

O mundo tecnológico tem sim suas vantagens. Se não, não estaria aqui tendo meu livre momento de expressão sem precisar pedir permissão. Mas é meio chatinho também, e a gente se deixa levar. Se deixa e eu me deixo mesmo.

Escravos das teclas, monitor e mouse. Do celular, do iPod, do Pen Drive… …

Os meus trabalhos ficam pro trampo mesmo… onde Orkut, Youtube, MSN e Winamp são bloqueados. Agora entendo na pele porque as empresas bloqueiam tudo. Haha.

23
jun
09

E o jornalismo?

Quando passei no vestibular, ganhei uma mini-bonequinha portando uma câmera fotográfica, um gravador, empunhando um jornalzinho e escrita a palavra “jornalista” abaixo. Daquelas que você acha em lojas de lembranças de faculdade, sabe né?

A ansiedade em começar um curso superior abrangia minhas expectativas tanto quanto aprendizado quanto vivência. A época da faculdade é importante pra o indivíduo não só pelo fato do aprender, mas também de uma associação de maturidade de ideais e pensamentos com “crescimento adulto” em termos de idade (não sei se me fiz entender), mas enfim…

Ao me deparar com a notícia aterradora da não obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercício da profissão, fiquei extasiada. Mas não foi um extase bom, claro que não! Muito pelo contrário. Em primeiro lugar me senti enormemente desrespeitada. Estou terminando o sexto período (que corresponde ao fim do 3° ano) de um curso de quatro anos pagando novecentos reais por mês. É perda de dinheiro e tempo para um jurista que ocupa a cadeira mais importante do judiciário.

Mas o mais complicado que isso, é ver cidadãos e pior, ESTUDANTES de jornalismo serem a favor da decisão do STF.
Não sei o que se passa com essas cabeças e muito menos de onde são tirados argumentos tão pífios pra sustentar tal opinião.

É clara a forma com que o jornalismo é importante para a sociedade. Uma profissão que é vista como um quarto poder, TEM SIM uma missão de extrema importância para uma nação em si. O que seria de uma informação errônea de profissionais mal preparados? (vide caso Escola Base).

Obviamente do número de formados em jornalismo todo ano pelo Brasil, a minoria sai preparada para um mercado competitivo, manipulador e onde a liberdade de expressão NÃO É exercida como deveria.

O que acontece é que, nos veículos que você lê, assiste ou ouve, não há opinião taxativa e escancarada. Tudo depende do seu editor que é pau mandado do dono do veículo que é pau mandado do mundo político. Sim… mundo político.

Resumindo: tudo o que você vê, lê ou ouve tem a finalidade de mostrar apenas o que o alto calão de Brasilia e similares acharem melhor de acordo com seus interesses.

passeata3

Enfim, voltando…
De maneira nenhuma acho que uma pessoa não formada nessa área não possa exercer a profissão. O problema é que, com essa mudança, a liberdade em escrever num jornal que você vai ler parte de qualquer pessoa. Seja ela um senador ou o sorveteiro da esquina que mal sabe assinar o nome. Além disso, a experiência e aprendizagem que uma faculdade oferece vai além de técnicas de lead, sub-lead, off, passagem, cabeça, Gate Keeper e Mc Luhan. Fazem parte de uma grade curricular do curso matérias como Ética, Sociologia, Filosofia e Psicologia. Isto é, a formação não é somente técnica como também humana, com a intenção de ser voltada exatamente para a sociedade.

Não, não estou dizendo que a faculdade é maravilhosa porque sim, há falhas e falhas grotescas. Mas é válido relembrar o que seus pais diziam quando “o que faz uma escola é o aluno” quando você estava na 3° série primária. E de fato é. Não adianta de nada ter programas de aprendizagem maravilhosos se o seu interesse não é voltado para tal. E isso vale pra qualquer curso.

Permitir que qualquer pessoa tenha acesso à construção da informação é um risco enorme e a não obrigatoriedade do diploma, abre um leque escancarado que a maioria não quer ver. A mídia é simples de ser estudada. Ela te enfia goela abaixo e você aceita, principalmente porque nos tempos pós-modernos a sociedade de consumo é uma realidade onde acordar, trabalhar e gastar o que foi ganho, toma boa parte da vida de um indivíduo comum. O cansaço por um dia exaustivo tira a possibilidade de aprofundamento de um fato de qualquer cidadão. E não julgo isso, porque é preciso comer, se vestir e ter um plano de saúde.

Enfim… é preciso repensar atitudes e fatos. Não se deixar enganar pelo o que é dito sem antes pesquisar diversas fontes diferentes. Esse é um pensamento jornalístico, mas que cabe à qualquer um antes de levar um fato a sério ou não.

E quanto ao diploma, tem mais aqui.

16
jun
09

Sobre nada e sobre tudo

Não se trata dos blogs da Gazeta do Povo.
Pelo menos hoje (e pra tirar um pouco as traças que andam perambulando por aqui), não quero escrever sobre as dores do mundo, por mais que pense diariamente sobre as tais.

Não… o cérebro tá fritando hoje e até o fim do semestre acadêmico. Nessas horas que eu realmente sinto falta da adolescência. Ah… a adolescência… …

Tenho andado um tanto quando nostálgica por esses tempos. Ao ponto de baixar uma sequência de músicas marcantes dos anos 90, sabe? Ace Of Base, Double You, Corona e até trilhas sonoras de novela que eu ouvia quando tinha meus… 13 anos. Você pode ou não estar tirando com a minha cara agora. Mas sei que no fundo, se você foi adolescente nessa época ouvia também! haha.

E ah… como era bom né? Passava as tardes de domingo jogando volley na rua com a galera do colégio, ouvindo dance music e depois, uma sequência alucinante de vinho com truco na casa do vizinho. Enfim… e aquela rotina de sempre. Ir pro colégio de manhã, assistir MTV à tarde, ir pra aula de violão no sábado e ficar ouvindo música o tempo todo. Na época, eu sonhava em ser estrela de rock, ganhar a escolha da audiência no VMB e no mínimo, se nada desse certo, fazer jornalismo… hahahahaa.

E hoje, aqui estou eu e como nada daquilo deu certo, fazendo jornalismo. Hahahaha. Mentira vai… na verdade, eu sempre pensei em fazer jornalismo pra trabalhar com música. De uma certa forma estou fazendo isso, sem ganhar nada, mas estou. Claro que foram super legais as coberturas que fiz, mesmo em algumas tendo que desembolsar ingresso para tal.

Ao mesmo tempo que as saudades de 10 anos atrás me retomam até cheiros e paisagens de quem ficava deitada na calçada em frente ao colégio ouvindo fitinhas K7 do Nirvana no walkman, sei que no fundo, daqui 10 anos sentirei saudades das filmagens do curta-metragem, das passagens, dos offs, dos estúdios de rádio, das provas de Sociologia, das sonoras, dos espelhos, do Adorno, do Eureka, das coletivas, do InDesign, do xerox do Cacom, da coxinha com suco de laranja e do café de máquina da BR.

E muito mais que isso… das conversas nas mesas da cantina, dos cigarros no corredor, dos botecos, das FF’s no estacionamento, das idas e voltas de férias e de todos os stress de fim de semestre.

Pensar nisso dá arrepios, fato. Quase chegar a casa dos 30 é assustador e faz pensar coisas que quando você tinha 15 anos, nem se preocupava. ” E a conta no fim do mês?”… “E se eu não conseguir emprego?”… “E aonde vou morar?” … enfim, uma sequência de “E se’s” infinita.

Coisas de quem cresce e vê a vida simplesmente voar… e voar… e voar… vida curta… mas no fundo sempre aquela coisa, que você pensa até pra ficar mais tranquilo: “vida louca vida… vida breve, já que eu não posso me levar, quero que você me leve… ” … …

Melancólico?

15
mai
09

Anjos e Demônios (iluminados)

Tá aí.

To afim de ver qual é a nova aposta em tela do Dan Brown. Lembro que quando saiu o Código da Vinci praticamente o mundo inteiro leu. Logo, levaram o sucesso do escritor pro cinema achando que seria recorde de público. Não que não tenha sido (e na verdade nem lembro), mas odeio quando um filme é muito comentado. A minha vontade de ver um filme que tem bilheterias estonteantes some, e não sei porque mesmo.

Antes de mais nada, quero deixar claro que não sou uma pessoa INDIE-ota. Traduzindo: sabe aquele tipo de gente que não vê filmes famosos porque acha que ficou pop? Pois é. Também não gosto disso. Mas a minha vontade some de uma forma tão absurda que nem eu sei porque.

Enfim… Anjos e Demônios (sucessor de Código Da Vinci) parece se repetir da mesma forma. Assim como seu antecesss0r, não li Anjos e Demônios na íntegra. Apenas algumas partes. Até porque não gosto quando os fatos são muito “romantizados” (por mais que o tema seja bacana). Sempre acho que fazem isso pras pessoas se interessarem mais por tais tipos de assuntos. Não que isso não seja bom, pelo contrário. Mas pra isso, o autor sempre acaba adicionando muito mais ficção do que realidade.

Tom Hanks denovo na história de Dan Brown

Tom Hanks denovo na história de Dan Brown

De qualquer forma, quero ver o filme porque entra num nicho que me é muito interessante. Adoro teoria da conspiração. Na verdade, sempre gostei de ler sobre coisas que instigassem um certo tipo de “ocultismo”. Enfim… passo as vezes tardes, noites e etc assistindo documentários, lendo sites, livros, e as vezes até postando em comunidades relacionadas no orkut. Et’s, Maçonaria, Reptilianos, área 51 e Illuminati (são apenas alguns que me vierem à cabeça agora).

E é justamente sobre esse último que citei que Dan Brown aborda em sua obra. Pra quem não faz a menor idéia de quem são os Illuminati, aqui alguns dados: (antes, quero me desculpar se passar alguma info errada, é muita coisa que tem-se a respeito da conspiração, portanto, enganos podem ser previsíveis).

-Ordem secreta, que teve seu início no Iluminismo nos idos de 1770 na Bavária (atual Alemanha) derivando-se dos cavaleiros Templários.

-Cientistas, escritores, filósofos, reis… sempre fizeram parte de tal conspiração, que tem um braço da Maçonaria.

-O principal objetivo dos Illuminati é a criação de uma Nova Ordem Mundial, onde o mundo pode ser controlado por um único governo (pelas mesmas pessoas no caso). Muitos estudiosos dizem que a conspiração está na Terra à muito tempo e que quase todos os presidentes americanos até hoje são da ordem. Eles dizem que a criação do sistema do capitalismo e o primeiro Banco Central Americano que praticamente deu origem ao crédito (e as dívidas que temos até hoje) foram implantadas pelos Illuminatis. Se você já assistiu o documentário Zeitgeist, tudo (ou pelo menos a maioria dos temas, desde a religião, passando pelo 11 de setembro em diante) tem relação com os Illuminati. Na verdade neste documentário a Ordem é pouco ou quase nada citada, mas estudando sobre o assunto, é fácil de fazer tais comparações.

A ordem pode ser “localizada” através de vários símbolos em muitas culturas e objetos das quais conhecemos, fazemos parte ou utilizamos:

Nota de dólar com o "Olho que tudo vê - Simbolo dos Illuminati

Nota de dólar com o "Olho que tudo vê - Simbolo dos Illuminati

A imagem acima foi retirada de uma nota de 1 dólar. A pirâmide com o “Olho que tudo vê” no alto, é o símbolo clássico do grupo.

Enfim… o tema é intrigante, por isso é bacana pesquisar várias fontes para se chegar a uma conclusão (e ter cuidado principalmente com que colocam na internet, que tem muita coisa sem sentido pela rede). Mas se você se interessar : clique aqui

Esse link apesar de ser da Wikipédia é um bom começo. Exitem vários livros que fazem referência à conspiração e documentários também (inclusive disponíveis no Youtube).

E se você curtir o assunto e quiser discutir com alguem, cá estou ;)

haha

Hasta!

09
mai
09

O mundo anda tão complicado…

Não… nada de chororô ou coisas mundanas hoje.

Apenas escute:

Ouviu???

É bom quando a gente escuta algo com o qual se identifica certo? Pois é… confesso que nunca havia parado pra ouvir essa música e prestar atenção na letra de fato. Pois bem… precisou uma pessoinha (aquela! rs), pra me fazer sentir num filme e imaginar tudo o que Renato Russo diz.

Copinhos coloridos, pratos, almofadas, DVD’s, livros, computador, puffs, cama de casal… coisas simples. Mas da simplicidade que te faz feliz. Feliz quando está ao lado de quem se ama.

Ok… post emo você deve estar pensando. É… pode ser… então se for assim, me crucifique. Sou emo! ;)

“Vem cá meu bem, que é bom lhe ver, o mundo anda tão complicado e hoje quero fazer tudo por você…

06
mai
09

MEU MP4 ME SACANEIA!

Hey-hey! Mundo digital, da fibra ótica, ta tv no celular, do celular em promoção, da promoção d tv, celular, computador, mp3, mp4 e ipod…pode? Só pra quem pode!

E antes que este pareça um discurso ant-tecnologia, deixa eu me apressar em dizer que eu tenho um celular roxo que eu adoro e também um mp4 que chamo de bebê, hehe…

Deixa eu e contar, agora que você já sabe que não sou tecnofóbica, uma anedota tecnológica: meu mp4 me sacaneia! Sim! Justo ele, que veio pra aliviar a minha angústia como uma das últimas usuárias de um mp3 – com 256MB de memória – do mundo! Meu mp4 tem espaço pra  mais de uma centena de músicas e – me permitam dizer – como sou bem eclética,  essas cento e tantas músicas significam uma seleção que vai do indie rock ao hard rock, pára um pouco no rock clássico, passa pelo punkrock, chega no grunge e depois alcança o alternativo e…dá até umas passeadas em alguns hits pop que vamos confessar: são inevitáveis!!

 Bom, agora que eu já provei que meu já defasado mp4 de 1GB carrega de Aerosmith à Hot Chip, de Manu Chao à Pearl Jam e de Bjork a Britney eu posso reafrimar…MEU MP4 ME SACANEIA! Os primeiros sinais mais pareceram coincidência infeliz, sabe? Estava eu, andando por aí, chutando pedras pelo caminho, tentando esquecer as burradas da vida, quando apertei o botão que dá PLAY à minha seleção. Coloquei os fones no ouvido, decidida a esquecer da vida, quando a música que começou a tocar não só não deu brecha ao esquecimento, como fincou meus pés na terra e ne lembrou das mesmas burradas que fiz que me fizeram chutar aquelas pedras d que falei.

*Para saciar a curiosidade de quem a tenha, era BLACK STAR, do RADIOHEAD.*

 Sei o que você está pensando: “mas a música não está no teu mp4? Então é claro que mais hora, menos hora, ela ia tocar!!”. Ok, ok…mas pensa comigo: tenho neste momento 160 músicas no meu mp4, ou seja, a chance é de 1/160! E justo essa foi tocar quando apertei aquela teclinha!

Ignorei à princípio, confesso…Não a música, é claro, porque essa me lançou numa daquelas cenas clichês, daquelas em que você sabe o que vai pensar se ouvir aquela música. E pior: sabe bem o que vai sentir se ouvir aquela música.

 O que ignorei foi que MEU MP4 ME SACANEIA! Depois desse dia, só se tornou mais inevitável os pensamentos que não queria pensar…e pior: as coisas que sentia e não queria sentir.

 PARÊNTESES:

 Se não quiser saber o que estáva doendo no pensamento quando ouvi a música que tocou, pule essa parte. Facilite a sua vida e a minha. Mas se quiser saber o que está por trás do mistério tecnológico nos seus detalhes, siga as próximas linhas, afinal, são coisas como essa que nos tornam iguais no fim do dia e no fim das contas…

E o que mais poderia ser senão…amor? É que há algum tempo atrás, conheci nada mais, nada menos que o amor da minha vida… e vivemos um romance lindo! O mais lindo de todos, na minha suspeita opinião. E eu acabei com essa história perfeita um ano depois de seu início, tudo por culpa das minhas imperfeições, por mais que o amor estivesse ali, todinho ali…

E como toda história dessas, que acaba quando o que a fez nascer não acabou, o sentimento que passei a carregar não era senão arrependimento, purinho, dose em copo alto, direto da fonte da burrice… Consequência? Outro sentimento veio na ressaca do primeiro: negação…

Tentei de todas as formas me convencer pela razão que fiz a coisa certa e fugi na direção oposta à tudo que me lembrava meu ser amado…

É claro que não consegui… Porque como todo ser essencialmente humano não esquece o que nem por um segundo se esqueceu de sentir, eu não sou exceção…

 INTERVENÇÃO TECNOLÓGICA:

 A música do Radiohead ser completamente incoveniente diante das minhas tentaivas de mergulhar no esquecimento foi só o começo… e a dor que percorreu cada célula do meu corpo quando as primeiras notas invadiram meus ouvidos de supetão tem uma razão bem pontual… que eu conto outra hora…

O que importa agora? Que como o que foi sentido nunca foi esquecido, a questão não era mais como esquecer mas: será que posso consertar o que tentei estragar? Será que consigo perdão? Será que mereço perdão?

 Você sabe… loucura ou não, às vezes um som pode ter mais a ser ouvido do que você gostaria escutar…

mp4-copy 

 

(OUVINDO: No surprises, Radiohead)

17
abr
09

O novo Brasil-il-il!

Gente, essa semana eu tenho visto pelas mídias várias coisas que estão me inspirando a escrever sobre o Brasil. Vocês viram o Lula como personagem do  South Park? Hahaha… achei super tudo aquilo! Se pensarmos e retrocedermos a alguns anos atrás, quando, mas QUANDO, teríamos algum líder latino do “3° mundo” estampado em um desenho norte-americano?

Daí você fala… tá… mas sempre falam do Brasil, lembra dos Simpsons? Daí eu respondo: mas ah meu caro, nos Simpson todo mundo viu a GRANDE retratação tupiniquim criada pelos amigos da América de cima. E agora, parece que a coisa tá andando diferente com relação “à nova cara do Brasil no exterior”. Por exemplo… em South Park, Lula é convocado para uma luta contra uma invasão alienígena (tipo oi? alienígena? hahaha… logo pra mim né?), como um grande líder de uma grande nação. Pelo menos é isso o que aparenta, que nosso presidente não é só O CARA para o Obama… hahah. O episódio foi ao ar no último dia 15, mas estou bem afim de ver.

Lula Lá (no South Park)

Lula Lá (no South Park)

Tirando isso, vocês viram que o Brasil virou credor do FMI? gente, juro que parei quando li isso. Logo nosso querido Brasilzinho que sempre teve dívidas gigantescas com o fundo?! Agora vamos emprestar dinheiro do nosso tesouro nacional para os países mais pobres e emergentes. Isso que ainda somos considerados emergentes! Fantástico! (por um lado né? porque como disseram vários prefeitos por aí, se tem pra emprestar pros outros, porque não deram pra nós? digo pra nós, pros nossos municipios mesmo, afinal, apesar de parecer que temos grana pra dar e vender ainda sofremos com coisas tão básicas… …).

Aí volta e meia eu vejo em certas machetes por aí que apesar de toda essa crise e fechamento de fábricas, alguns outros setores tem se dado bem. Nunca vi supermercado contratar tanto. E isso é só um exemplo. E até na agricultura, mesmo com a falta de chuvas e a loucura climática, nosso país se sobressai pelo auto-abastecimento. Claro que com toda essa recessão, as coisas pioraram bastante perto do que já foi. Mas se comparado a outras nações estamos ainda bem sim, obrigado!

Falando de aspectos naturais, tirando as grandes catástrofes que aconteceram ano passado (tipo a enchente horrenda em Santa Catarina), não temos maiores problemas. Não sabemos o que é furacão, nem tufão, nem tornado, nem terremoto, nem tsunami, nem nenhuma outra tragédia do tipo que vemos tanto na TV e que pode devastar uma nação por inteiro. E isso é algo sim, MUITO significante!

Enfim… são vários pontos de vista bons pra abordar com relação ao Brasil. Da Amazônia ao litoral, do Pantanal ao sul. Até o sertão nordestino tem seu lado bom quando o povo brasileiro -aquele que não desiste nunca – dá seu jeitinho e faz irrigação da transposição do São Francisco naquela terra tão árida… e com isso faz frutos! frutos de verdade, até pra exportação!

Eu tenho uma impressão muito boa com relação ao nosso país nos próximos anos. A crise toda de uma certa forma foi ótima para nós tupiniquins. Sempre fomos maltratados, humilhados e desprezados pelo resto do mundo. Seja na imigração, na economia, na corrupção (isso que infelizmente ainda existe e chega até a ser cultural), e tantas outras coisas. De resto, sobrava carnaval e futebol. Parece que agora finalmente depois dessa loucura toda da crise, estão começando a dar o valor que nós sempre merecemos e que nunca tivemos.

Além disso, rola um pouco de receio também né? o que tem de olho gordo por aí não tá escrito. Como emergente, a China emite muito gás tóxico pela atmosfera, a África do Sul ainda sofre com muito preconceito e a Argentina não! (nunca! rsrsrsrs). Alguem vota no Brasil pra próxima potência??? hihihih….

01
abr
09

Então vamos lá! Radiohead + Los Hermanos + Kraftwerk

Ok… away disso aqui por algum tempo. Peço perdões e desculpas… haha. Mas enfim… não fiz um blog pra ficar parado né? as vezes confesso ter uma certa preguiça em escrever. Mas vamos lá.

A pedidos (rs… ), vou colocar as minhas impressões sobre o tão aguardado Just a Fest (nome que eu sempre tenho a impressão de ter ser escolhido às pressas para um “festival” que estava trazendo o Radiohead). Teorias à parte… rs

Primeiro de tudo. Quando o Radiohead confirmou a vinda para o Brasil e se instalou aquele fuzuê todo, todos sabíamos que a passagem de Thom Yorke e compania seria no mínimo histórica. Eu então com a maior boa vontade e como boa cabeçuda (mal sabia do quanto de trampo tudo isso ia dar.. haha), já me empenhei em bolar uma excursão pra levar a galera curitiboca pra São Paulo. Enfim… deu um trabalho fenomenal e mesmo apesar dos stresses e coisas do tipo, não me arrependi. Ao todo saíram 3 ônibus lotados. Foi legal.

Excursão é sempre uma coisa engraçada. Na verdade, é um amontoado de apaixonados por determinado tipo de música (ou banda-artista), que se junta e acaba se conhecendo dentro de um ônibus bebendo cerveja e vendo DVD de algum show na TV do busão e claro, tecendo comentários a respeito. Daí vem a conversa do Set-list, músicas que queria ouvir e por aí. Depois de um tempo (geralmente após a parada do ônibus para a merecida coxinha de beira de estrada), todo mundo acaba percebendo que o melhor que há a fazer é dormir pra aguentar o pique da fila, dos shows e enfim, da maratona toda que acaba sendo um bate-volta.

Colocaram o Just a Fest lá na PQP de São Paulo. Pra você ter uma idéia, o Jockey (local do show) era quase na Régis Bittencourt (saída pra Curitiba). Bom por um lado, em saber que ao voltar pra casa não precisaríamos atravessar uma imensidão das dimensões de SP. Ruim por outro: a hora da fome era a pior. Por perto, somente um posto de gasolina com aqueles salgados que já conhecemos. Única alternativa, então, fomos a ela!… hahaa

jockey

Assim… eu realmente achei o Jockey legal. Me senti numa fazenda nos moldes woodstock. O que foi ruim mesmo, mas BEM ruim foi a organização. Eu não sei o que aconteceu com o estacionamento porque não fui de carro, mas ouvi comentários péssimos a respeito. Banheiros quimicos na verdade eu nem vi por lá. Um copinho d’água era um absurdo (R$5)! A cerveja tava quente e não tinha comida (viu pq eu acho que o “Just a Fest” foi um nome idiota pra um festival wannabe, só porque tava trazendo o Radiohead?).

Enfim, na verdade, o único acerto da produção foi mesmo a escalação das bandas e os horários dos shows – tudo absolutamente pontual – além do som bem regulado. E ok, depois de algumas horas alternando o cansaço entre sentadas na grama e cochilos no colo dos amigos, era hora de levantar pra ver o Los Hermanos entrar!

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O Loser (leia-se Lôser, por favor!) já tinha dado um tchau ao palcos havia um tempo. Daí do nada eles resolvem “voltar” pra fazer dois shows de abertura pro Kraftwerk e Radiohead. Tipo: “Uau! “pensei… perfeito!

E realmente foi perfeito mesmo… claro que SEMPRE tem o povo chato né? ainda mais festival… normal. Mas como sempre, o culto religioso que o Loser cultiva entre seus fãs e admiradores é algo realmente sensacional!

E pra abrir de cara, “Todo carnaval tem seu fim”. Na verdade, já sabia que eles iam abrir com essa, por causa do set do show do Rio dois dias antes. Mas nossa, sentir aquela vibração denovo misturada com os confetes na cabeça e serpentinas voando foi realmente demais. Lindo diria…

No meio, “Sentimental”, “Casa Pré-Fabricada”, “Último Romance” (adendo pra parte sentimental do negócio.. rs) e etc.

los

E a cada som, cada hit, uma sensação diferente. Alegria, emoção, be happy mesmo. Eles fizeram aquele show pra fã, nada de tentar conquistar novos admiradores. Até porque, rolaram uma erradas fenomenais… hahaha… viradas de bateria inexistentes seguida de risadas dos membros da banda, Camelo um pouco rouco e essas coisas de banda que faz revival e uns 4 ensaios pra isso… rsrsrs. Porém, os gritos de “volta! volta!” da platéia além de tirar sorrisos deles, ainda – *arrisco* – que os instigou à sim… uma volta (logo e em breve! assim esperamos… haha).

Enfim… depois do culto religioso Hermano, mais um tempo pro Kraftwerk subir no palco. Confesso que conhecia bem pouco o trabalho deles, mas respeitava pra caralho. E daí você vê o lado histórico da coisa né? 4 caras (alguns deles já tiozões) parados na frente de laptops como estátuas. E meu… como aquele som todo saí daqueles computadorezinhos? rs… é… isso é pra quem realmente pode fazer história, não pra quem quer.

Mas o mais legal dos alemães no palco é o visual. Pense num telão exibindo imagens, frases e palavras com efeitos indescritíveis? Não tem como não grudar os olhos naquele bando de milhão de pixels iluminando seu rosto sem se surpreender. Sem contar os robozinhos que em determinada música invadem o palco no lugar dos caras. Hahaha… claro, eles não fazem nada de mais, mas é legal! Me senti realmente num show histórico com os caras que praticamente fundaram a música eletrônica.

kraftwerk

Mas enfim… nem toda essa apelação visual tirava a vontade e a ansiedade pelo Radiohead. Foi aí que a coisa começou a ficar mais tensa. Até o show do Los Hermanos o aperto tava tranquilo. Depois do Kraftwerk começou a ficar insuportável. Estávamos cerca de 20 metros de distância do palco e bem no meio, de frente pro microfone do Yorke. Resumindo… com relação à loucura do aperto, este era o pior lugar do mundo pra se estar num show do Radiohead. Ok… vamos suportar, afinal, as 8 horas de espera em pé ali, não deveriam ter sido em vão.

Foi no mínimo inesperada a forma com que a banda entrou no palco. Depois de toda aquela parafernália instalada (“as estalactites brilhantes” e luzes), pouquíssimo tempo depois, os gritos começaram a aumentar de intensidade 10 minutos antes do horário previsto. Pensei: “o que? mas já???!!!” Sim… já… e aí se instalava o verdadeiro caos.

Não vi Thom Yorke, nem Ed O’Brain, nem Colin, nem Johnny, nem ninguem entrar palco. O que vi (ou melhor, senti), foram empurrões, apertos, gritos e desespero. Quando me dei conta, estava perto da grade. Literalmente fui empurrada e levada pela multidão que se espremia na frente do palco. Tenso.

Os gritos de euforia pelo grupo tocando “15 Step” deu lugar ao desespero das pessoas que estavam caindo no chão e quase sendo pisoteadas (eu inclusive). O engraçado, é que isso nenhuma TV, matéria ou reportagem noticiou, mas enfim… coisa de show mesmo. Até aquelas 30 mil pessoas acalmarem foi tempo…. “There There” esfriou os ânimos pq claro, era muito mais legal ficar pirando vendo aquelas cores loucas no palco e cantando Tranquilamente, do que aquela loucura toda. ‘Graças a Deus!”, pensei.

radiohead

A emoção veio de leve e tomou conta da euforia. Visivelmente era possível ver cada ser ali que havia desembolsado no mínimo 100 reais, com diversas expressões diferentes. Lágrimas, choro enrustido, transe, alegria, felicidade e coisas do tipo :”não acredito que to vendo isso!”. Aos poucos, os caras foram desfilando as musicas (Com o In Rainbows na íntegra) e os grandes clássicos. O primeiro deles… “Karma Police”… sensação de êxtase geral e um côro perfeito.

“Idioteque” fez me sentir numa rave indie. Maravilhosa! “Exit Music” foi fantástica. De leve, ouvia-se a platéia cantando suavemente, baixinho mesmo… como se todo mundo estivesse recitando algum tipo de oração à um culto religioso.

Mas para mim, o melhores momentos aconteceram mesmo no final. Imagine você cansado (a), com sede, fome, e mal se aguentando de pé? pois é… o estado era esse. Porém, no início do primeiro bis , “Videotape” me fez esquecer desses meros detalhes. E a sequência foi melhor ainda: “Paranoid Android”, “Fake Plastic Trees”, “Lucky” e “Reckoner”. Só por isso, meus 100 reais já tinham se multiplicando por 500, ( e ainda foi barato!)… rs

Enfim… claro que eu preciso dar um adendo por “Paranoid”. Primeiro: realmente ninguem esperava por essa música. Então pense você, perdido no meio de 30 mil pessoas, fazendo parte da histeria e do coro… “Rain down, raind dooooown…”. De arrepiar. Mas o melhor mesmo e o marco histórico desse show pra todo mundo que esteve lá, com certeza foi esse “Rain down” quando a música já havia acabado. Lembro que já chorava a essa altura, mas ao ouvir todo mundo cantando esse trecho e ver Thom Yorke voltar ao microfone somente com seu violão pra fazer um dueto com o público, achei inacreditável. “Como pode?” … ah lágrimas… ah lágrimas…

Haha… depois disso aquilo tudo pra mim já podia acabar (mesmo sem tocar The Bends, que era o som que eu mais esperava ever na minha vida!rsrsrs). Enfim… todo mundo sabia que dali já viria o 2° bis – que provavelmente seria o último – e acabaria com “Everything In Its Right Place”. Realmente… veio House of Cards”, “You and whose army” e “Everything In Its Right Place”. Ao final desta,todos se preparavam pra ir embora, e de fato, várias pessoas já tinham ido mesmo. Olhei pra trás, até já chamando todo mundo pra sair dali, afinal, o cansaço e a sede estavam cruéis.

Mas ah Thom… aí veio você, do nada denovo com a sua trupe pra tocar aquela música que vocês colocaram de última hora e escrita à mão no set list, como uma espécie de contemplação à entrega do público… “Creep”… ” o que??? Creeeeeeeeeeeeeeeeeeeep!!!!!!!!!!!!!!!”

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Hahaha… to aqui já a uns 5 minutos tentando achar palavras que descrevam o inacreditável e praticamente impossível 3° bis com “Creep”, depois de eles já terem tocado “Fake Plastic Trees”. É … eles não costumam fazer muito isso, mas fizeram! Apoteótico seria a palavra?? Histórico? Emocionante?? Não sei… talvez todas essas palavras juntas.

Depois disso, nem a saída caótica de apenas UM portão pra 30 mil + sede + cansaço + fome, tirava a expressão de “Meu Deus o que foi isso!” dos rostos gerais. As caras eram todas iguais… embasbacadas, surpresas.

No dia seguinte, a sensação de sonho era praticmente coletiva. Acho que pra terminar, uma frase resume bem o que foi isso… o que mais ouvi no pós apresentação: “Depois desse show, nunca mais serei o mesmo… “




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