Arquivo de junho \24\UTC 2009

24
jun
09

Dias preguicentos (tecnologicos)

É incrível a preguiça que me acomente durante a noite. Na verdade não só durante a noite, confesso… rs…

É que o meu dilema é o seguinte: tenho uma pilha de trabalhos pra fazer até sexta -feira. Fim de semestre, aquele stress que já comentei aqui. Mas absolutamente não consigo fazer nada em casa.

Parece que orkut hipnotiza. Vai dizer? você fica fazendo o que no orkut? Mas duvido que feche a janela da página pra alguma coisa né? hahaha… sabia

 

Um colega  disse esses dias que Winamp, Orkut e MSN são as duas piores coisas do universo. A rotina é a seguinte: Você liga o PC, espera carregar, entra na internet, digita a senha do MSN e do Orkut simultaneamente, procura sua pastas de músicas e coloca o Winamp pra tocar. Em 5 minutos você vê os seus scraps, responde, vê as atualizações dos seus amigos, comenta em alguma foto e pronto. Enquanto isso, o seu Messenger está ausente, só por estar mesmo. As vezes nem fala com ninguem até que venham falar com você.

Tá, mas e aí? Vai ficar fazendo mais o que na frente do computador? Ah, youtube né? Verdade… sempre tem alguma coisa engraçada pra ver lá. E depois? Depois você fica rolando a barra do orkut pra cima e bra baixo, pensando na vida, na prova de amanhã e que tá sem coragem de estudar, porque ah… tá com preguiça.

Hahaha… entrou exatamente no ponto em que eu me encontro. Você não é assim? não é um escravo tecnológico? Tenho realmente que te cumprimentar pelo tal feito.

Eu gosto de falar sobre a tecnologia exatamente pelo modo como ela muda rotinas alheias. É a mesma coisa da música digital. Quando eu tinha 12 anos, era a maior alegria do mundo quando minha música preferida tocava no rádio, porque daí dava pra apertar o REC e grava-la para ouvir quando eu quisesse. Daí você fazia cópias para quase todos os seus amigos, também em fitinha K-7.

E hoje? ai que coisa mais sem graça… ficou afim de ouvir um som? vai lá e baixa!

O mundo tecnológico tem sim suas vantagens. Se não, não estaria aqui tendo meu livre momento de expressão sem precisar pedir permissão. Mas é meio chatinho também, e a gente se deixa levar. Se deixa e eu me deixo mesmo.

Escravos das teclas, monitor e mouse. Do celular, do iPod, do Pen Drive… …

Os meus trabalhos ficam pro trampo mesmo… onde Orkut, Youtube, MSN e Winamp são bloqueados. Agora entendo na pele porque as empresas bloqueiam tudo. Haha.

23
jun
09

E o jornalismo?

Quando passei no vestibular, ganhei uma mini-bonequinha portando uma câmera fotográfica, um gravador, empunhando um jornalzinho e escrita a palavra “jornalista” abaixo. Daquelas que você acha em lojas de lembranças de faculdade, sabe né?

A ansiedade em começar um curso superior abrangia minhas expectativas tanto quanto aprendizado quanto vivência. A época da faculdade é importante pra o indivíduo não só pelo fato do aprender, mas também de uma associação de maturidade de ideais e pensamentos com “crescimento adulto” em termos de idade (não sei se me fiz entender), mas enfim…

Ao me deparar com a notícia aterradora da não obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercício da profissão, fiquei extasiada. Mas não foi um extase bom, claro que não! Muito pelo contrário. Em primeiro lugar me senti enormemente desrespeitada. Estou terminando o sexto período (que corresponde ao fim do 3° ano) de um curso de quatro anos pagando novecentos reais por mês. É perda de dinheiro e tempo para um jurista que ocupa a cadeira mais importante do judiciário.

Mas o mais complicado que isso, é ver cidadãos e pior, ESTUDANTES de jornalismo serem a favor da decisão do STF.
Não sei o que se passa com essas cabeças e muito menos de onde são tirados argumentos tão pífios pra sustentar tal opinião.

É clara a forma com que o jornalismo é importante para a sociedade. Uma profissão que é vista como um quarto poder, TEM SIM uma missão de extrema importância para uma nação em si. O que seria de uma informação errônea de profissionais mal preparados? (vide caso Escola Base).

Obviamente do número de formados em jornalismo todo ano pelo Brasil, a minoria sai preparada para um mercado competitivo, manipulador e onde a liberdade de expressão NÃO É exercida como deveria.

O que acontece é que, nos veículos que você lê, assiste ou ouve, não há opinião taxativa e escancarada. Tudo depende do seu editor que é pau mandado do dono do veículo que é pau mandado do mundo político. Sim… mundo político.

Resumindo: tudo o que você vê, lê ou ouve tem a finalidade de mostrar apenas o que o alto calão de Brasilia e similares acharem melhor de acordo com seus interesses.

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Enfim, voltando…
De maneira nenhuma acho que uma pessoa não formada nessa área não possa exercer a profissão. O problema é que, com essa mudança, a liberdade em escrever num jornal que você vai ler parte de qualquer pessoa. Seja ela um senador ou o sorveteiro da esquina que mal sabe assinar o nome. Além disso, a experiência e aprendizagem que uma faculdade oferece vai além de técnicas de lead, sub-lead, off, passagem, cabeça, Gate Keeper e Mc Luhan. Fazem parte de uma grade curricular do curso matérias como Ética, Sociologia, Filosofia e Psicologia. Isto é, a formação não é somente técnica como também humana, com a intenção de ser voltada exatamente para a sociedade.

Não, não estou dizendo que a faculdade é maravilhosa porque sim, há falhas e falhas grotescas. Mas é válido relembrar o que seus pais diziam quando “o que faz uma escola é o aluno” quando você estava na 3° série primária. E de fato é. Não adianta de nada ter programas de aprendizagem maravilhosos se o seu interesse não é voltado para tal. E isso vale pra qualquer curso.

Permitir que qualquer pessoa tenha acesso à construção da informação é um risco enorme e a não obrigatoriedade do diploma, abre um leque escancarado que a maioria não quer ver. A mídia é simples de ser estudada. Ela te enfia goela abaixo e você aceita, principalmente porque nos tempos pós-modernos a sociedade de consumo é uma realidade onde acordar, trabalhar e gastar o que foi ganho, toma boa parte da vida de um indivíduo comum. O cansaço por um dia exaustivo tira a possibilidade de aprofundamento de um fato de qualquer cidadão. E não julgo isso, porque é preciso comer, se vestir e ter um plano de saúde.

Enfim… é preciso repensar atitudes e fatos. Não se deixar enganar pelo o que é dito sem antes pesquisar diversas fontes diferentes. Esse é um pensamento jornalístico, mas que cabe à qualquer um antes de levar um fato a sério ou não.

E quanto ao diploma, tem mais aqui.

16
jun
09

Sobre nada e sobre tudo

Não se trata dos blogs da Gazeta do Povo.
Pelo menos hoje (e pra tirar um pouco as traças que andam perambulando por aqui), não quero escrever sobre as dores do mundo, por mais que pense diariamente sobre as tais.

Não… o cérebro tá fritando hoje e até o fim do semestre acadêmico. Nessas horas que eu realmente sinto falta da adolescência. Ah… a adolescência… …

Tenho andado um tanto quando nostálgica por esses tempos. Ao ponto de baixar uma sequência de músicas marcantes dos anos 90, sabe? Ace Of Base, Double You, Corona e até trilhas sonoras de novela que eu ouvia quando tinha meus… 13 anos. Você pode ou não estar tirando com a minha cara agora. Mas sei que no fundo, se você foi adolescente nessa época ouvia também! haha.

E ah… como era bom né? Passava as tardes de domingo jogando volley na rua com a galera do colégio, ouvindo dance music e depois, uma sequência alucinante de vinho com truco na casa do vizinho. Enfim… e aquela rotina de sempre. Ir pro colégio de manhã, assistir MTV à tarde, ir pra aula de violão no sábado e ficar ouvindo música o tempo todo. Na época, eu sonhava em ser estrela de rock, ganhar a escolha da audiência no VMB e no mínimo, se nada desse certo, fazer jornalismo… hahahahaa.

E hoje, aqui estou eu e como nada daquilo deu certo, fazendo jornalismo. Hahahaha. Mentira vai… na verdade, eu sempre pensei em fazer jornalismo pra trabalhar com música. De uma certa forma estou fazendo isso, sem ganhar nada, mas estou. Claro que foram super legais as coberturas que fiz, mesmo em algumas tendo que desembolsar ingresso para tal.

Ao mesmo tempo que as saudades de 10 anos atrás me retomam até cheiros e paisagens de quem ficava deitada na calçada em frente ao colégio ouvindo fitinhas K7 do Nirvana no walkman, sei que no fundo, daqui 10 anos sentirei saudades das filmagens do curta-metragem, das passagens, dos offs, dos estúdios de rádio, das provas de Sociologia, das sonoras, dos espelhos, do Adorno, do Eureka, das coletivas, do InDesign, do xerox do Cacom, da coxinha com suco de laranja e do café de máquina da BR.

E muito mais que isso… das conversas nas mesas da cantina, dos cigarros no corredor, dos botecos, das FF’s no estacionamento, das idas e voltas de férias e de todos os stress de fim de semestre.

Pensar nisso dá arrepios, fato. Quase chegar a casa dos 30 é assustador e faz pensar coisas que quando você tinha 15 anos, nem se preocupava. ” E a conta no fim do mês?”… “E se eu não conseguir emprego?”… “E aonde vou morar?” … enfim, uma sequência de “E se’s” infinita.

Coisas de quem cresce e vê a vida simplesmente voar… e voar… e voar… vida curta… mas no fundo sempre aquela coisa, que você pensa até pra ficar mais tranquilo: “vida louca vida… vida breve, já que eu não posso me levar, quero que você me leve… ” … …

Melancólico?




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