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Pelo menos hoje (e pra tirar um pouco as traças que andam perambulando por aqui), não quero escrever sobre as dores do mundo, por mais que pense diariamente sobre as tais.
Não… o cérebro tá fritando hoje e até o fim do semestre acadêmico. Nessas horas que eu realmente sinto falta da adolescência. Ah… a adolescência… …
Tenho andado um tanto quando nostálgica por esses tempos. Ao ponto de baixar uma sequência de músicas marcantes dos anos 90, sabe? Ace Of Base, Double You, Corona e até trilhas sonoras de novela que eu ouvia quando tinha meus… 13 anos. Você pode ou não estar tirando com a minha cara agora. Mas sei que no fundo, se você foi adolescente nessa época ouvia também! haha.
E ah… como era bom né? Passava as tardes de domingo jogando volley na rua com a galera do colégio, ouvindo dance music e depois, uma sequência alucinante de vinho com truco na casa do vizinho. Enfim… e aquela rotina de sempre. Ir pro colégio de manhã, assistir MTV à tarde, ir pra aula de violão no sábado e ficar ouvindo música o tempo todo. Na época, eu sonhava em ser estrela de rock, ganhar a escolha da audiência no VMB e no mínimo, se nada desse certo, fazer jornalismo… hahahahaa.
E hoje, aqui estou eu e como nada daquilo deu certo, fazendo jornalismo. Hahahaha. Mentira vai… na verdade, eu sempre pensei em fazer jornalismo pra trabalhar com música. De uma certa forma estou fazendo isso, sem ganhar nada, mas estou. Claro que foram super legais as coberturas que fiz, mesmo em algumas tendo que desembolsar ingresso para tal.
Ao mesmo tempo que as saudades de 10 anos atrás me retomam até cheiros e paisagens de quem ficava deitada na calçada em frente ao colégio ouvindo fitinhas K7 do Nirvana no walkman, sei que no fundo, daqui 10 anos sentirei saudades das filmagens do curta-metragem, das passagens, dos offs, dos estúdios de rádio, das provas de Sociologia, das sonoras, dos espelhos, do Adorno, do Eureka, das coletivas, do InDesign, do xerox do Cacom, da coxinha com suco de laranja e do café de máquina da BR.
E muito mais que isso… das conversas nas mesas da cantina, dos cigarros no corredor, dos botecos, das FF’s no estacionamento, das idas e voltas de férias e de todos os stress de fim de semestre.
Pensar nisso dá arrepios, fato. Quase chegar a casa dos 30 é assustador e faz pensar coisas que quando você tinha 15 anos, nem se preocupava. ” E a conta no fim do mês?”… “E se eu não conseguir emprego?”… “E aonde vou morar?” … enfim, uma sequência de “E se’s” infinita.
Coisas de quem cresce e vê a vida simplesmente voar… e voar… e voar… vida curta… mas no fundo sempre aquela coisa, que você pensa até pra ficar mais tranquilo: “vida louca vida… vida breve, já que eu não posso me levar, quero que você me leve… ” … …
Melancólico?
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